O tempo passa do lado de
lá, mas é como se dentro de mim houvesse paralisado os sentidos da vida. Vida
que ficou perdida entre meio a tempestade remando sem chegar a lugar nenhum. Batendo
aquela sensação desconhecida invadindo o coração, levando-o a pensamentos
confusos e compulsivos.
Algumas vezes tudo se
torna tão impulsivo que nem pensar é permitido, e por alguns instantes, de
olhos fechados, sinto-me sufocado por coisas ocultas que fogem a explicações.
Invade um vazio no peito, uma dor que não dói, um sentimento que não sinto uma
constelação de “pensar” fazendo bagunça no subconsciente. São sentimentos que
não cabem decifrar, apenas compelir.
E de repente, percebo que
estava dormindo delirando num sonho surreal. Alivio senti no peito, respirei
profundo e gritei em alta voz. Ufa despertei de um sono ofuscante, pulei da
cama, e só então verdadeiramente percebi que havia acordado de um sonho
profundo, causador de turbulências mentais.
Levantei da cama, pisando
no frio chão do quarto escuro, vieram inúmeros reflexos na mente, respirei,
fechei os olhos e pensei: que venha tristeza, solidão, depressão, desilusão ou
ilusão, e eu serei forte como uma rocha, com a certeza de que
todas as desilusões negativas serão reconstruídas de forma positiva.
21-06-2013
às 23hs55min