terça-feira, 27 de setembro de 2011

Relato...




...Passei a vida inteira procurando um amor sereno, e nesta procura insaciável, seguir lugares ocultos que só me levaram ao devaneio, entreguei meu coração a quem só me causou sofrimento. Pensei em voltar, mas o caminho percorrido já não havia mais rastros, era como se o vento tivesse seguido e apagando as pegadas na areia. E de repente me perdi tentando me encontrar.

E assim foram inúmeras noites, perdidas num mundo surreal, presa entre a melancolia da noite.  Ouvia pessoas conversando, falavam sobre tudo, menos de amor. Sabe aquela sensação de desespero, angustia medo e incerteza...

Durante as noites solitárias era dominada pelo desejo de morte. O que fazer, para onde ir, as respostas eram sempre as mesmas, queria ir para onde não ouvisse som de vozes nem a claridade das luzes. A tristeza tomou conta do meu ser, eu não vivia, apenas pulsava um coração dentro de mim que incansavelmente gritava por socorro...

Aos poucos foi morrendo o desejo de lutar, de viver, mas ainda restou-me a depressão acompanhada de alguns transtornos psíquicos como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e bruxismo. Tornei-me dependente de medicamentos antidepressivos, viver tornou-se um pesadelo, durante a noite nas poucas horas em que conseguia dormi, assustada acordava lutando contra os pesadelos... 

(Divina Sousa)

domingo, 18 de setembro de 2011

Apóstrofe....


Dizem que sou insensível por ter um jeito oculto de ser.Que meu pensamento sobre o amor é hipérbole, que escondo os sentimentos atrás de metáforas e vivo de comparação, escondendo-me atrás de sínteses e antíteses.
Acusam-me de ser Sarcasmo e usar de ironia, como se eu fosse uma catástrofe responsável pelos  fins lastimosos . Sou humano, tenho sonhos e carrego enfiado no peito um paradoxo de idéias que a todo instante se fazem presentes no meu
Subconsciente.
Não tive escolhas, simplesmente traçaram meu caminho, e preciso de um pulmão pulsando, mesmo vivendo entrelaçada num mundo hediondo sem opção de escolhas.
(Divina Sousa)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Amizade...

Não pense que ausentei por não lembrar mais de ti, ou que meu silêncio foi desprezo. Ausentei por medo de te perder, e calei por ausência de palavras. O teu silêncio ocultou minha mente, mas não ofuscou os meus pensamentos. Amigos de verdade não têm receio de dizer “eu te amo” e estou com saudades...
(Divina Sousa)

domingo, 11 de setembro de 2011

Sol e Lua...


Sol e lua foram separados,
Mas nunca deixaram de brilhar.
E assim vivem separados,
O Sol aquecendo os corpos gelados
 E a Lua emanando os enamorados.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O nada...

Às vezes tudo que eu tenho é um pouco de tudo perdido no nada.

Promessas...


 Uma vez prometeste amor eterno!
E no dia seguinte dissestes adeus.
Por causa da sua ingratidão o coração dilacerou-se.
Tornei-me escrava da dor e já não posso mais amar.
Mergulhei-me ao fundo na dor e já não posso mais voltar.
(Divina Sousa)