Forças eu não tenho mais, sinto-me
abandonada pelo mundo, e quando o coração aperta tenho o consolo das lágrimas
que escorrem como fogo queimando uma gota de esperança que ainda existe. E de
repente vem tantos pensamentos ofuscando minha mente e paraliso num mundo desconhecido
e solitário.
Sensação
estranha acontece, queria eu ter o poder das aves e poder voar libertando-se de
mim mesmo. Vivo presa distribuindo falsos sorrisos na tentativa de esconder o
imenso vazio que induz o meu ser.
Como
é triste viver alfinetado por palavras ásperas, secas e venenosas, pois quem
alfineta com as palavras, não imagina o poder destrutivo que elas possuem. E para
não morrer entediada, cercada num mundo depressivo, recorro ao lápis e papel escrevendo
coisas inusitadas sem sentidos como forma de desabafo.
E
na esperança de aliviar o desespero vou para o quarto e fico isolada passando
noites em claro, tendo como testemunha de vida a toalha secante das minhas
lágrimas. E dói cruelmente no peito, que às vezes me abandono querendo a morte acreditando
finalizar o sofrimento que insiste em andar comigo. E trancada entre quatro
paredes ouço do lado de fora, pessoas sussurrando, sorrindo e esbanjando felicidade,
enquanto eu continuo desacordada no meu mundinho surreal.

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